VÍTIMAS DE SEQUESTRO SE TORNAM LARANJAS EM NOVOS GOLPES COM PIX

A Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo emimtiu um alerta para um novo golpe, em que criminosos utilizam dados de vítimas de sequestro para abrir contas em bancos digitais, que são utilizadas para receber PIX de outras operações — configurando, no fim, a pessoa afetada pelo crime como um laranja no esquema.

Segundo a Divisão Antissequestro, as contas nos bancos digitais são criadas enquanto as vítimas estão sequestradas, após os criminosos terem transferindo o dinheiro das pessoas para contas controladas por eles.

O próximo passo é a criação das contas em bancos em que as vítimas não tenham cadastro sem que elas saibam. Esses cadastros são utilizados para receber o dinheiro de outros sequestros, além de servirem como meio dos criminosos pegarem empréstimos sem precisarem arcar com a dívida.

A tática, segundo a Divisão Antissequestro, é utilizada para dificultar a investigação da polícia, já que dessa forma o rastreamento dos pagamentos é dificultado por conta da alta movimentação do dinheiro.

Com PIX, sequestros vêm aumentando nos últimos anos

Esse tipo de golpe aparece em um momento em que os sequestros-relâmpagos estão em alta, contando em 2021 com um crescimento de 40% em relação a 2019 na cidade de São Paulo — 42 casos contra 30 no período anterior. As transferências monetárias normalmente ocorrem por meio do PIX, que, por sua velocidade em efetuar as transações, facilitou o trabalho dos criminosos.

Em geral, para proteção dos usuários no cenário de sequestros relâmpagos atual, os seguintes passos são recomendados:

  • Estabeleça um limite diário para transferência via Pix no app ou site oficial do seu banco;
  • Realize transações somente no app ou site oficial do seu banco;
  • Certifique-se que o site do banco ou da loja que você está navegando é o correto;
  • Confira se o site em que está navegando é seguro clicando no cadeado que fica na barra de endereço do navegador;
  • Não clique em links ou baixe arquivos de e-mails suspeitos, e sempre confira se o e-mail possui um domínio confiável;
  • Não realize transações financeiras quando estiver conectado em redes públicas como de shoppings e restaurantes;
  • Ao divulgar sua chave Pix para pessoas e empresas que você não tem relação de confiança, prefira informar a chave aleatória em vez da atrelada ao CPF;
  • Ative a autenticação de duas etapas em todos os lugares onde ela está disponível.

Fonte: Folha de SP

IMAGEM: PIX e sua facilidade de transferências está sendo mais utilizado em sequestros. (Imagem: André Magalhães/Canaltech)

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