Operação prende suspeito de furtar R$ 1 milhão e ostentar vida de luxo com golpes por WhatsApp em vários estados

Ao notar a chegada da polícia, chefe do esquema pulou de janela e tentou fugir de cueca por rua; outros cinco amigos dele também foram detidos. Vítima de Recife teve prejuízo de R$ 90 mil.

Operação apreende R$ 50 mil em dinheiro na casa do chefe de grupo suspeito de golpes por WhatsApp, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil



Uma operação da Polícia Civil prendeu um homem suspeito de furtar R$ 1 milhão e ostentar vida de luxo com golpes por WhatsApp em vários estados do Brasil. Ele era chefe de um grupo com mais cinco amigos de infância. Todos foram presos em Goiânia, na quinta-feira (2).

Segundo a polícia, ao perceber a chegada dos policiais civis, o chefe da organização fugiu pela janela, saltando muros, sendo capturado de cueca em via pública após perseguição. Os agentes apreenderam R$ 50 mil em dinheiro na casa dele, um carro de luxo, correntes de ouro e drogas.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Por isso, o g1 não localizou a defesa para se manifestar até a última atualização desta reportagem.

O delegado Guilherme Conde apurou que o chefe do esquema levava uma vida de luxo em Goiânia, morando numa casa de dois andares e guardando grande quantia de dinheiro em casa.

“Os integrantes desse grupo eram amigos de infância. O líder recebia 25% dos ganhos obtidos com os golpes, além de vender dados pessoais das vítimas. O grupo obteve, facilmente, R$ 1 milhão com os golpes”, explicou o delegado.

A polícia identificou 13 vítimas, espalhadas por todas as regiões do país, sendo que uma moradora de Recife, no Pernambuco, teve prejuízo de quase R$ 90 mil.

Carro de luxo é apreendido em operação contra suspeitos de aplicar golpe por aplicativo, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Investigação

A investigação começou há quase um ano, quando a Polícia Civil apreendeu R$ 10 mil em dinheiro com o chefe do grupo.

Segundo a polícia, os suspeitos criavam contas bancárias em nome de “laranjas” para receber os valores transferidos pelas vítimas, os quais eram posteriormente enviados para contas pessoais.

Alguns dos presos praticaram os crimes dentro de presídio, o que não impediu os estelionatos, de acordo com a polícia.

Os suspeitos podem responder na Justiça por estelionato e formação de quadrilha. O chefe do grupo pode responder pelos dois crimes e mais o crime de lavagem de capitais.

100 golpes por dia

Goiás tem, em média, mais de 100 golpes pela internet por dia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). De janeiro a abril de 2022, foram 12.839 casos registrados.

A Polícia Civil diz que um dos principais meios de evitar fraudes é adicionar a verificação em duas etapas nos aplicativos do celula.

FONTE:

Por Rafael Oliveira, g1 Goiás

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